Síndrome do Pequeno Poder

Sabe aquela pessoa que ao ser promovida no trabalho, muda totalmente sua forma de tratar os colegas? Aquele professor que entra na sala de aula como se tivesse o rei na barriga? Ou aquela colega da escola ou faculdade que insiste em ditar todas as regras na hora de fazer um trabalho em grupo? Gente com mania de autoridade, que gosta de demonstrar superioridade? Talvez ela sofra da Síndrome do Pequeno Poder.

Segundo a psicologia, a Síndrome do Pequeno Poder (SPP) ou da Pouca Autoridade é um desvio de conduta, na qual o indivíduo adota uma postura de autoritarismo, dado o pequeno (ou nenhum) poder que lhe é concedido. O portador da SPP age de forma imperativa, sem dar a mínima importância aos efeitos que suas atitudes podem trazer na vida daqueles que os cercam.

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Pessoas com a tal síndrome são arrogantes, acreditam que o mundo gira em torno delas e podem ter atitudes extremas quando contrariadas.

Qualquer mínimo poder é suficiente para que a o complexo de Superioridade venha à tona. E aí, pobre de quem estiver por perto…

Mas, o que motiva algumas pessoas a agirem de forma tão medíocre? Por que a necessidade de humilhar o outro?

Pessoas inseguras, com baixa autoestima, por vezes tentam mascarar a frustração que trazem com essas atitudes nem um pouco agradáveis. São pessoas mal resolvidas, com baixa inteligência emocional que, para fugir do que são, acabam tentando diminuir aqueles que estão ao seu redor.

Por necessitarem de autoafirmação, buscam diminuir a autoestima do próximo.

A grande verdade é que essas pessoas são tão infelizes com a vida que levam que precisam, desesperadamente, provar para si mesmas que não são o que estão vendo no espelho. Para elas, é insuportável encarar a realidade que de, se as suas vidas não estão como sonharam, é porque alguma responsabilidade nisso tudo ela tem.

Infelizmente, não estamos livres de cruzarmos com pessoas assim. E isso não apenas em ambientes profissionais: pode ser o caso daquela amiga que sempre critica uma ideia que você tem; pode acontecer em relações entre professores e alunos, pais e filhos, entre irmãos.

E como lidar com pessoas assim?

A primeira coisa que devemos fazer ao cruzar com um autoritário sem causa é buscar entender que esse ser humano apresenta um desvio de conduta.

Ou seja, trata-se de um transtorno mental e comportamental (ainda que momentaneamente). Olhando por esse ângulo, talvez fique menos difícil tolerar o sindrômico.

Se você tem intimidade com a pessoa a ponto de chamá-la para uma conversa franca, esta pode ser uma boa opção. A maioria das pessoas não consegue enxergar seus próprios erros e falhas, mas pode ser receptiva aos conselhos de uma amiga (o) sincero. Claro que a conversa deve ser cautelosa e sempre demonstrando sua preocupação como bem estar do seu amigo (a). Lembre-se de estamos tratando de uma pessoa insegura e provavelmente, com baixos autoestima e amor próprio. Assim, escolher bem as palavras é fundamental para colher bons resultados.

Se a pessoa em questão é seu chefe, e a situação já está tornando-se crítica, pense na possiblidade de colher informações no setor de Recursos Humanos. Algumas empresas possuem canais (e-mail, site, intranet) que permitem ao colaborador expor esse tipo de questão sem a obrigatoriedade da identificação.

Mas, se no seu caso, não há a quem recorrer, tenha paciência. Não se mostre como inimigo do “Senhor Autoridade Eu Mando Aqui”. Seja educada e gentil, porém, sem deixar que os limites sejam ultrapassados. Lembre-se: A liberdade de um termina quando começa a liberdade do outro. Mostre que você não luta contra o/a “Senhor (a) Mandão (a)”, mas que apenas precisa ter seu espaço respeitado. Demonstre que você está disposta a colaborar no que for preciso, seja nas relações profissionais ou pessoais.

Suas boas atitudes podem ajudar essa pessoa difícil a perceber que a vida pode ser mais leve, e que ninguém precisa ser melhor que ninguém.

Se mesmo assim, a relação continuar difícil, siga em frente, fazendo o seu melhor sempre. Não é uma tarefa fácil fazer de conta de tais atitudes não nos entristecem, mas não permita que suas emoções ou autoestima sejam abalados por conta do outro. Existem milhares de outras coisa e pessoas que merecem nossa atenção, respeito, carinho. Não perca tempo com aquilo que não lhe faz bem. Invista suas energias naquilo que lhe faz feliz. Afinal, por serem infelizes é que tantos tentam piorar a vida dos outros…

Se você já conviveu ou convive com alguém com a Síndrome do Pequeno Poder, fique à vontade para compartilhar sua experiência

Um superbeijo…

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9 comentários sobre “Síndrome do Pequeno Poder

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